segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Autofobia


O vídeo do Diego sobre homofobia é muito bom pra refletir sobre o assunto, mas o tal assunto pode levar a inúmeras discussões e a base de tudo está no PRECONCEITO, que não existe somente nos heteros.

Existem  muitos homossexuais que ainda estão no armário por se sentirem pressionados socialmente, seja pela familia, amigos ou trabalho, ou guardam dentro deles mesmos um tipo de autopreconceito que pode vir do medo de serem comparados a bichinhas histéricas , da não aceitação vinda da familia, ou de si mesmos.

Esse autopreconceito produz os piores resultados possíveis, o homofóbico por exemplo, quando é homossexual não aceita a si mesmo e nem o outro e reage com violência procurando violentar a si próprio por não poder conviver com sua homossexualidade. Há também os gays que mantém casamento heteros afim de disfarçar a homossexualidade, em alguns casos se escondem por saberem que o homossexual de certa maneira é marginalizado, principalmente em cidades mais interioranas.

Onde entra o MOVIMENTO URSINO nessa história???

Por se tratar de um movimento que valoriza a masculinidade do homossexual, a comunidade ursina foi  a porta de entrada, ou saída, para muita gente que sofria com discriminação social.

Os becos, as tocas, os grupos fechados, garantem mais discrição aos Ursos, todos vivem seus desejos sexuais sem exposição e trabalham e interagem com a sociedade de maneira normal.

Ainda são muitos os que se escondem e não sabem como agir diante da sua sexualidade e o movimento ursino pode ajudar aos que se identificarem. 

É nítido que nós, gays, somos minoria no Brasil, um país que parece livre mas é cercado de preconceitos. Mas se todos tivessem a coragem, ousadia e estivessem bem seguros para falar abertamente sobre sua sexualidade seriamos mais e poderíamos muito mais.

Woooof!

2 comentários:

Moa Sipriano disse...

A pior forma do preconceito (contra gays) está enraizada dentro de nós mesmos (que somos gays). Cabe a nós uma união, uma parceria, formar um grupo real de pessoas assumidas e felizes com sua sexualidade para juntos combater (e ajudar, e orientar) aquilo que tanto tememos.

Anônimo disse...

Primeira vez que li um texto assim e concordo!